Centro Cultural TCU Centro Cultural TCU

Sobre a galeria

Galeria Marcantonio Vilaça

Inaugurada em 2003, a Galeria Marcantonio Vilaça, espaço expositivo do Centro Cultural TCU, consolidou-se como divulgadora da arte contemporânea produzida no Brasil e no mundo, em consonância com a atuação e o legado de Marcantonio Vilaça (1962-2000), colecionador e galerista responsável pela projeção da novíssima produção artística brasileira, nos anos 1990, no Brasil e no exterior.  

Com 400 m² de área, a galeria possui arquitetura de estilo industrial, marcada pelo uso de concreto aparente e um grande vão sustentado por quatro pilares. Essa configuração confere ao espaço grande flexibilidade e versatilidade para a realização de projetos artísticos diversos. 

Ao longo de sua trajetória, a Galeria Marcantonio Vilaça recebeu exposições de renomados artistas como Auguste Rodin, Leonardo da Vinci, Candido Portinari, Tomie Ohtake e Oscar Niemeyer, além de múltiplas edições do Prêmio Marcantonio Vilaça. O espaço também se dedica à valorização de novos talentos, acolhendo projetos de artistas em processo de consolidação na cena artística nacional, reafirmando, seu compromisso com a promoção, valorização e democratização da arte brasileira contemporânea. 

A Galeria Marcantonio Vilaça recebeu importantes mostras de arte contemporânea, como “A Parte Pelo Todo”, de Lucas Dupin, que reuniu obras em múltiplas linguagens sobre a fragmentação e a reconstrução do cotidiano; e “Depois da Cidade”, exposição coletiva que abordou os impactos socioambientais e a resistência cultural da comunidade da Cidade Estrutural.

Outras exposições de destaque foram “Terra Concreto”, com obras de Adriana Vignoli, César Becker e Matias Mesquita, que dialogaram poeticamente com os materiais e as paisagens do cerrado; e “Entre Linhas e Formas: a arte e o design no Brasil”, mostra que reuniu peças de grandes nomes do design brasileiro como Lina Bo Bardi, Oscar Niemeyer e Jorge Zalszupin, além de obras de artistas concretistas, neoconcretistas e contemporâneos, como Amilcar de Castro, Sérvulo Esmeraldo, Hércules Barsotti e Tomie Ohtake.

Em 2025, o Centro Cultural TCU se preparou para a estreia da exposição “Cenas Brasileiras: o modernismo brasileiro em perspectiva”, dedicada a revisitar os legados do modernismo por meio de obras que abordam criticamente a identidade nacional, os territórios e as culturas regionais. A mostra reúne 55 obras de 14 artistas consagrados, cedidas pelo acervo do Museu de Valores do Banco Central do Brasil, e propõe uma leitura crítica das vertentes do modernismo brasileiro. Dentre os destaques da exposição estão obras de Tarsila do Amaral, Emiliano Di Cavalcanti, Cícero Dias, Salvador Dalí e, especialmente, Candido Portinari, cuja produção artística é o fio condutor da narrativa curatorial.

Em diálogo com essa reflexão ampliada sobre a formação da identidade brasileira, o Centro Cultural TCU realizou a exposição “Línguas Africanas que Fazem o Brasil”, dedicada a evidenciar a presença estruturante das línguas africanas na constituição do português falado no país. A mostra destacou como palavras, expressões, sonoridades e modos de falar oriundos de diferentes matrizes africanas atravessam o cotidiano brasileiro, revelando processos históricos de resistência cultural, transmissão de saberes e construção de pertencimentos. Ao articular linguagem, memória e história social, a exposição propôs uma leitura crítica do apagamento e da valorização das heranças africanas, reafirmando o papel central da cultura afro-brasileira na formação simbólica, cultural e identitária do Brasil.

A realização de exposições de grande relevância artística também contribui para ampliar a interlocução do Tribunal com a sociedade.